ANÚNCIO GERAL
Temos um novo passageiro a bordo. Podemos chamá-lo de O Cérebro Dividido.
Onde tudo começou
Num passado recente, não muito distante, o tema do Futuro do Trabalho tomava conta das minha preocupações. Minha missão se cristalizava à medida que acompanhava as mudanças ocorrendo na Sociedade, e as interpretava. Muito cedo já descobrira que o desgaste perpretado no ambiente de trabalho há muito operava em sentido contrário ao que é humano e valioso. A própria liderança empresarial se mostrava despreparada para as transformações em movimento.
Na direção do Futuro do Trabalho, minha primeira iniciativa foi o programa denominado Disrupção de Carreira - A Maratona. Criei para tanto um material didático contendo 6 Módulos para um total de 20 aulas e exercícios. Em seguida preparei para os jovens em idade pré universitária (e seus pais) o e-book Quem Mexeu no Meu Emprego?, cujo foco principal descortinava as novas perspectivas do trabalho.
Nesse meio tempo, aproveitando uma estadia em Cidade do Cabo na África do Sul, fiz contanto com gente da University of Cape Town e da Stellenbosch University. Estava costurando a formação de um grupo internacional, que denominamos de Future of Work Global Network. Assim, tinhamos também um braço para o mundo, discutindo o tema que hoje já é uma manchete comum.
Em paralelo, veio a iniciativa do substack - esta plataforma que você participa e me honra com sua assinantura. Resolvi batiza-la de Future’s Talk procurando dar uma roupagem mais abrangente e flexível, não ancorando nossa conversa em superficialidades, tais como: Quais profissões sobem? Quais descem?
Como tenho enfatizado, temos que cavar mais fundo. Muito mais fundo.
Discutindo o futuro da humanidade
Como é recorrente aqui no Future’s Talk, estamos preocupados com a IA e para onde ela está nos levando. Em Curadorias passadas, trouxemos a figura proeminente de Iain McGilchrist. Seus livros trazem mais detalhes da sua tese, dedicada a analisar e entender a diferença entre os Hemisférios Esquerdo (HE) e Direito (HD) do cérebro.
As postagens tratando de seus escritos e algumas boas tiradas, você pode revisitar:
Curadoria #068
Who’s Who (Quem é Quem), começou em 1849 como obra de referência. Fez história e hoje é uma expressão comum em ambientes de governo e política. O mundo corporativo já usou, e muito dessa publicação. No Brasil teve vida curta. As primeira edições datam de 1951. O famoso QI, ou seja
Assim como também pode revisitar aqui também:
O Cérebro Dividido
A tese de Iain McGilchrist está focada em explicar as diferenças entre os hemisférios do cérebro trazendo uma chave essencial para a vida, tornando o HD o mestre, e o HE o emissário. Em outras palavras, no uso de nossas capacidades mentais, devemos levar em conta que há duas forças interagindo no processo cognitivo. O equilíbrio para o bem do ser humano, está em permitir e enfatizar a predominância do HD, interagindo com o HE que é de função, execução e objetivamente realizador.
A metáfora usada por McGilchrist é que o passáro (que por sinal também apresenta o cérebro dividido, à semelhança dos mamíferos) dá foco para bicar o alimento por mando do HE e se alimenta (executa), enquanto o HD dá foco no geral (vê o todo), atento a predadores para que ele mesmo não se torne alimento de outros bichos.
Há muito a dizer (e escrever), mas antecipo a grande chave da virada, o que está me fazendo debruçar com muita intensidade sobre as suas obras e suas palestras, e interpretando a ponto de poder compartilhar com fluência e conhecimento de causa. São milhares de referências, o que tem me obrigado a conhecer alguns e revisitar outros. Mas de uma maneira bem resumida, quero deixar para você, ao tratar da importância do cérebro dividido, a diferença entre eles.
O HE (Hemisfério Esquerdo) traz as seguintes características:
O fazer, realizador, produtivo
É mecânico e reducionista
Visão estreita e fragmentada
Vê tão somente as partes
Imediatista
Não enxerga nuances e demanda o explícito
Seu valor está atrelado ao que faz
Já o HD (Hemisfério Direito) se apresenta pelo como:
O que sou, valor intrínseco
Se contextualiza e percebe contexto
Percebe o todo, não somente a soma das partes
É integrador
Usa de empatia, interpreta linguagem corporal e se dá bem com o implícito
Atenta para o mundo real e está presente nele
Continuaremos!
Na próxima postagem vou trazer um pouco do processo de leitura de suas obras e vou apresentar o autor sendo entrevistado com as legendas em português.






algo parecido com o querer e o realizar, né? Fp 2.13